sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Deputado Atila Nunes Repreende Clarissa Garotinho e Roberto Henriques

O Deputado Atila Nunes, repreendeu na Camara dos Deputados no Rio os deputados, Roberto Henriques e Clarissa Garotinho.

Veja o depoimento de Atila Nunes

Fonte: ALERJ

    O SR. ÁTILA NUNES - Sr. Presidente, Deputado Waguinho, que prazer imenso vê-lo na Presidência. Devemos ter a sua companhia mais um ano e dois meses, até V.Exa. se eleger prefeito em Belford Roxo, se Deus quiser, se Jesus permitir.

    Eu estava ouvindo esse debate da Deputada Clarissa Garotinho, do Deputado Roberto Henriques, e me recordei, Deputada Clarissa Garotinho, V.Exa. não tinha nem nascido ainda, talvez os Deputados mais antigos, os funcionários, mas tínhamos aqui muitos Deputados de Campos: Alberto Dauaire, Amadeu Chácar, Paulo Albernaz.

    O Garotinho foi rápido, logo depois foi eleito Prefeito de Campos. E tantos e tantos outros Deputados. Estou me reportando a 1975, Deputada, sem querer me imiscuir, evidentemente, na política de Campos, até porque não tenho nem voto nem nenhum envolvimento com Campos, mas em 1975 o Governo era Chagas Freitas e os Deputados de Campos tinham conflitos aqui extraordinários. Era algo inacreditável.

    Era uma cidade apenas, não tão grande quanto hoje, e os Deputados de Campos, quatro ou cinco, era um número grande, não me recordo os nomes todos, mas esses eram alguns dos nomes, depois houve outros Deputados. E os conflitos eram gigantescos, junto ao próprio governo como fora do governo.

    Campos é uma cidade inquestionavelmente muito importante no Estado do Rio de Janeiro. No Norte Fluminense é a grande líder. Temos na Assembleia Legislativa nomes de destaque com base, com história, consolidados dentro de Campos. O Roberto Henriques é um deles. A Deputada Clarissa Garotinho, evidentemente, é outro nome dentro de Campos. Temos mais alguém de Campos? O João Peixoto, nosso querido João Peixoto, que também é da região. Alguns outros ali pelo Noroeste, etc. E a esperança que sempre tive é que um dia tivéssemos os representantes de Campos convergindo para o mesmo objetivo, para o bem do município de Campos.

    O SR. ROBERTO HENRIQUES – V.Exa. me concede um aparte?

    O SR. ÁTILA NUNES – Concedo o aparte ao Sr. Deputado Roberto Henriques.

    O SR. ROBERTO HENRIQUES – Deputado, quando eu estava fazendo uso da tribuna, a Deputada Clarissa Garotinho me pediu um aparte e eu concedi porque sou, ao contrário do que ela disse – disse que eu sempre faço baixaria –, um homem educado e democrata. Por isso concedi o aparte a ela. Depois, toda a sociedade fluminense que nos acompanha, os parlamentares aqui presentes e os funcionários da Casa viram que a Deputada me negou o aparte que lhe pedi, mas ela concedeu aparte à Deputada Janira, numa prova que denota toda a discriminação que existe para comigo.

    Quando fiz uso da tribuna, eu falava não contra o movimento dos bombeiros – eu dizia que era justa a causa dos bombeiros –, eu falava que o Cabo Daciolo estava descredenciado porque é um militante que pertence ao núcleo político. Ele esteve em Campos na luta contra a Emenda Ibsen Pinheiro, que retira royalties do Estado do Rio. Em nenhum momento ele defendeu os royalties, ele foi lá para agredir o Governador Cabral. Depois, quando a Prefeita rasgou a Constituição, rasgou a Lei, peitou o Judiciário, apropriou-se do que não lhe pertence, o prédio da Prefeitura, como uma fora-da-lei, ele foi lá dar apoio a ela. Eu disse que, para quem tem experiência, é clara a posição do Cabo Daciolo numa militância por um núcleo político liderado pelo ex-Governador Garotinho.

    Quanto à Deputada Clarissa tentar me desqualificar, sou um homem muito educado. Suporto discutir qualquer tema por 15 horas, por 20 horas, por cinco dias, parando apenas para almoçar, jantar e dormir e para as necessidade fisiológicas, sem sequer ofender, sempre no campo das ideias. A senhora e o seu pai fazem diferente.

    Engraçado, a senhora me acusa de traidor. A senhora não me deu voto, seu pai não me deu voto, sua mãe votou com a senhora, seu pai votou com a senhora – é só todo mundo ir a Campos e perguntar. Depois, lá dizia-se, Deputado, que a juventude apoiava Clarissa. A juventude era uma porção de gente segurando placa da Clarissa sob o sol; a juventude eram pessoas que estavam ali e às quais não sei nem se ela prestou contas. Não sei se prestou contas àquela gente em Campos que segurava placa para ela.

    Depois ela fala aqui em pesquisa. Quando eu lhe pergunto qual é o instituto, ela diz: “Não sei.” Ela não sabe porque é o Instituto Precisão, que presta serviços à Prefeitura de Campos, presta serviços ao PR.

    Eu nunca fui oportunista. Quando rompi com o pai da Deputada Clarissa, em 1997, ele tinha mandato de Prefeito, eu não tinha. Quando dei apoio à sua mãe, em 2008, eu tinha mandato, a sua mãe e o seu pai não tinham. Então, eu sempre nadei contra a maré.

    A senhora disse que eu perdi a eleição para Vereador. Perdi sim, mas seu pai também perdeu, fez menos votos do que eu. Ele chegou a Prefeito e a Governador. Abraham Lincoln perdeu três eleições para Vereador nos Estados Unidos e depois se elegeu Presidente da República.

    Quando fiz uma alusão a Brizola, falando sobre a poeira na mochila, a senhora disse para mim, quando foi se inscrever, de forma deselegante: “A poeira da mochila do senhor é a poeira da sujeira que o senhor carrega.” Aqui ela disse mais ou menos essas palavras.

    Quero ver se a Clarissa é muito verdadeira, se ela escreve isso, se escreve e assina. Ela usa o mesmo argumento do pai. Garotinho é daqueles que dá um pum numa roda e fica perguntando: Quem deu um pum aí? Quem deu um pum acolá?

    Comigo não, comigo não. Eu rompi sim com o Governo da Rosinha, sabe por quê? Por que ela foi eleita para ser a prefeita da mudança. Dei a minha vida, dei a minha saúde. Tenho dois remendos no coração lutando contra a corrupção em Campos. Ajudei a eleger a Prefeita para fazer mudança, porque não pude ser candidato, pois adoeci à época. E ela está fazendo não a mudança, mas a continuança. O pessoal que eles condenavam de Mocaiber está lá com eles governando. Vão lá! Perguntem ao povo de Campos. O pessoal do Arnaldo Viana, que eles condenavam, estão lá governando com a Rosinha. As obras são superfaturadas. O Sabiazinho, em Uberlândia, custou 12 milhões. O Centro de Eventos de Campos, 59 milhões, com três aditivos. A transparência não existe no Governo da Rosinha.

    Eu rompi para não romper comigo mesmo. Povo do Estado do Rio de Janeiro, eu posso romper. Rompo para não romper comigo mesmo. Agora, não sou traidor. Quem tem história de traições é o Garotinho – com o Brizola. Brizola colocou sua mãe, Clarissa, como bedel, no Ciep de Campos; colocou o Garotinho como Prefeito de Campos, fez dele Governador. Depois foi com o Miguel Arraes, ele quis tomar o partido do Brizola e depois queria tomar o partido do Arraes. Agora, a Clarissa chega aqui e fala de traição. Ah! Clarissa! Eu até te perdoo, porque sobre uma jovem existe a presunção da inocência. Quando a senhora estava esperando para falar, o seu pai lhe orientava pelo telefone. A senhora aqui é uma ventríloqua de Garotinho, a senhora não se manda, a senhora tem chefe e o meu chefe é o povo.

    O SR. ÁTILA NUNES – Deputado Roberto Henriques, Presidente Deputado Waguinho, o meu tempo foi integralmente utilizado, por um aparte do meu querido Deputado Roberto Henriques – o Deputado Janio está rindo. Eu queria ter falado e ocuparam o meu tempo inteiro. O Código do Consumidor nem permite eu recorrer ao Juizado Especial Cível.

    O SR. ROBERTO HENRIQUES – Desculpe-me, Deputado.

    O SR. ÁTILA NUNES – A Deputada Janira pisca para mim como que dizendo: tenha paciência Átila Nunes. E isso me lembra a piada do português, que estava aqui na Praça XV, junto à Assembleia e alguém bateu no ombro dele dizendo: Manoel, corre para Niterói porque sua casa está pegando fogo. E o Manoel se jogou na água e saiu nadando pela Baía de Guanabara em direção a Niterói. No meio, ele se lembrou que não se chamava Manoel e que não tinha casa em Niterói.

    Eu não tenho voto em Campos, não tenho interesse em Campos, a não ser pelo bem de Campos. O que estou fazendo aqui no meio da “Baía de Guanabara”?

    O SR. ROBERTO HENRIQUES – Desculpe-me, Deputado.

    O SR. ÁTILA NUNES – Não, não Deputado. Tudo bem. Eu, se estivesse aqui adoraria ter tido aqui a Clarissa, que se retirou logo do plenário, para poder, com a generosidade do Deputado Waguinho, até dar um tempo a ela.

    O SR. ROBERTO HENRIQUES – Ela não aguenta ouvir.

    O SR. ÁTILA NUNES – Mas, eu não conseguia interromper o Deputado Roberto Henriques, que falava de Campos, de maneira emocionada.

    Completo, este ano, 41 anos nesta Casa assistindo aos mesmos conflitos de Campos. É impressionante, não os critico por isso. Campos deve ter uma política extraordinária, porque não vejo isso em Caxias, não vejo em Belford Roxo; não vejo em Japeri; não vejo em Meriti; não vejo em Magé; não vejo nem em Petrópolis, nem em Teresópolis; não vejo em lugar algum, mas Campos é um campo de batalha. Ou seriam ‘Campos’ de batalha. Nem lá na terra da Inês Pandeló que cada dia se torna uma Deputada mais bonita, mais magrinha, não sei por que razão, mais linda e elegante, tem também essa briga. É impressionante.

    O SR. ROBERTO HENRIQUES – Campos, Deputado, sem querer te interromper ...

    O SR. ÁTILA NUNES – Roberto Henriques, por favor, Roberto Henriques.

    O SR. ROBERTO HENRIQUES - Campos é a terra ...

    O SR. ÁTILA NUNES – Roberto Henriques, nem me restam segundos...

    O SR. ROBERTO HENRIQUES – Só um instantinho, por gentileza, por generosidade, em nome do povo de Campos ...

    O Sr. ÁTILA NUNES - ... porque atrás daquele olhar doce, manso, aqueles dois olhos de paz, onde se escondem dois lagos mansos de paz, existe uma rigidez muito grande no tempo.

    O SR. ROBERTO HENRIQUES – Eu te peço, em nome do povo de Campos!

    O SR. ÁTILA NUNES - O Renato, assessor da Presidência, tem prazer com meu sofrimento aqui, de não ter podido falar.

    O SR. ROBERTO HENRIQUES – Mas eu te peço, em nome do povo de Campos, um minuto, um segundo.

    O SR. ÁTILA NUNES – Não posso, não posso fazê-lo, pelo amor de Deus. Aí, o Deputado Zaqueu, que, pela letra “Z” é o último da chamada, mas é o primeiro em nossos corações, como diria o José Maria Alquimin, também...

    O SR. PRESIDENTE (Waguinho) – Conclua, Deputado.

    O SR. ÁTILA NUNES – Então, vou concluir aquilo que não comecei: não percam o próximo e emocionante capítulo do discurso do Átila Nunes, na próxima Sessão e sem o aparte do Roberto Henriques. O que eu posso fazer?

    Obrigado, obrigado nem sei a quem ou a quê. Mas obrigado a todos os senhores.


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