terça-feira, 2 de agosto de 2011

As mudanças da Rádio Nacional AM

Por Editor do Site:

Quem ouve a Rádio Nacional desde dos tempos do futebol, radionovelas, Reporter Esso, programas humoristicos, hoje ve a Radio Nacional numa situação que ninguem esperava.

Antes da nossa analise sobre as mudanças equivocadas da Rádio Naconal vamos colocar a historia da Rádio Nacional, e em seguida, a nossa analise:


Rádio Nacional do Rio de Janeiro é uma emissora de rádio brasileira, atualmente pertencente à rede Rádio Nacional, do sistema Radiobrás da estatal Empresa Brasil de Comunicação.


A emissora foi a primeira a ter alcance em praticamente todo o território do Brasil. Tinha, então, o prefixo PRE-8, com o qual também era identificada pelos ouvintes.


Quando foi criada, em 12 de setembro de 1936, a transmissão teve início às 21 horas, com a voz de Celso Guimarães, que anunciou: "Alô, alô Brasil! Aqui fala a Rádio Nacional do Rio de Janeiro!". Depois, vieram os acordes de "Luar do Sertão" e uma bênção do Cardeal da cidade.


Tornou-se um marco na história do rádio brasileiro. Até a 1975 operava em 980 kHz e, desde então, opera na faixa de 1130 kHz, com o prefixo ZYJ-460.


História


Inicialmente uma empresa privada pertencente às Organizações Victor Costa, foi estatizada pelo Estado Novo de Getúlio Vargas em 8 de março de 1940 que a transformou na rádio oficial do Governo brasileiro.


Mais interessado no poder e na penetração do rádio como instrumento de propaganda o Estado Novo permitiu que os lucros auferidos com publicidade fossem aplicados na melhoria da estrutura da rádio o que permitiu que a Rádio Nacional mantivesse o melhor elenco de músicos, cantores e radioatores da época, além da constante atualização e melhoria de suas instalações e equipamentos.


Em 1941, a Rádio Nacional apresentou a primeira radionovela do país, "Em busca da Felicidade" e, em 1942, inaugurou a primeira emissora de ondas curtas, fato que deu aos seus programas uma dimensão nacional.


A rádio também contava com programas de humor como: "Balança mais não cai" que contava com Paulo Gracindo, Brandão Filho, Walter D’Ávila, entre outros, e "PRK-30" que simulava uma emissora clandestina que "invadia" a freqüência da Rádio Nacional, o programa era escrito, dirigido e apresentado por Lauro Borges e Castro Barbosa, ele parodiava outros programas, inclusive da própria Rádio Nacional, propagandas e até cantores e músicas.


Foi pioneira também no radiojornalismo quando, em 1941, durante a II Guerra Mundial, criou o Repórter Esso. Criado basicamente para noticiar a guerra sob o ponto de vista dos aliados, o Repórter Esso acabou criando um padrão inédito de qualidade no radiojornalismo brasileiro que, até então, limitava-se a ler no ar as notícias dos jornais impressos. Com o seu modo austero e preciso de noticiar, o Repórter Esso fez escola e serviu de modelo para diversos outros programas de notícias que se seguiram, até mesmo na televisão. O Repórter Esso ficou no ar até 1968 e seu slogan era: "a testemunha ocular da história".


Dos anos 1930 até o final dos anos 1950, o rádio possuía um enorme "glamour" no Brasil. Ser artista ou cantor de rádio era um desejo acalentado por milhares de pessoas, especialmente os jovens. Pertencer aos "cast" de uma grande emissora como a Rádio Nacional era suficiente para que o artista conseguisse fazer sucesso em todo o país e obtivesse grande destaque e prestígio.


Atualmente, parte significativa do acervo da Rádio encontra-se no Museu da Imagem e do Som, do Rio de Janeiro. Trata-se da "Coleção Rádio Nacional", constituída por 31 mil discos de 78 rpm, mais os discos de acetato referentes a 5.171 programas, 1.873 de gravações musicais inéditas, 88 de prefixos, 82 de "jingles" e 7 de efeitos, todos já copiados em CDs. Há, ainda, cerca de 20 mil arranjos e 1.836 "scripts



Tirar o Musishow apresentado por Cirillo Reis, por ajustes na grade de programação, foi um tremendo tiro no pé um programa que tinha ouvintes da geração de 70 80 que ouviam musicas dessa epoca, e sem contar com a transmissão de show do auditorio da Rádio Nacional, dizem que o proximo é o Alô Daisy da radialista/atriz Daisy Lucidi.

Sou do tempo da Rádio Nacional, aonde ouvia mais o futebol, da decada de 90, com Carlos Borges, Wellington Campos, José Silvério (não o narrador da Rádio Bandeirantes), Waldir Luiz, Carlos de Souza, Daniel Pereira e outros profissionais que passaram pela Nacional, e os programas esportivos Bate Bola, No Mundo da Bola e o saudoso Jogo da Galera aonde o torcedor ligava e tinha voz nos 1130 AM da Nacional.

Hoje a Rádio Nacional, e administrada pela EBC (Empresa Brasil de Comunicação).

Chega a ser doloroso ver a rádio Nacional colocar em sua grade um programa de funk apresentado por um cantor de nome MC Leonardo, que nem radialista é, ou seja uma rádio publica do governo federal que mal ou bem e do povo Brasileiro nossos impostos que pagamos vao para a Rádio Nacional e as emissoras da EBC (MEC, TV Brasil).

O diretor atual da Rádio Nacional AM Cristiano Menezes só fez apenas duas coisas boas, colocar de volta o Revista Riso de Gustavo Correa e o futebol da Rádio Nacional de volta ao ar de resto tá fazendo mudanças que tao tirando a tradição da Rádio Nacional.

Uma rádio publica do governo federal nao tem que se submeter a transmitir programa de funk, nada contra o funk mais funk e para ser transmitido em rádios FM populares como BEAT 98 e FM O DIA, Rádio Mania FM.

2 comentários:

  1. Sr. Ricardo dos Santos

    É realmente, lamentável, o que esta ocorrendo com a tradicional emissora da Praça Mauá, pois, jamais, deveria ter sucedido, tal absurdo, retirar um programa do nível do Musishow, com 31 anos no ar, e campeão de audiência na Nacional, para colocar um famigerado programa de Funk.
    A sua analise, do problema, foi perfeita, e concordo, plenamente, com o senhor.
    Apenas, lamento, que tão poucas vozes, tenham se levantado, para protestar, contra, o que considero um desrespeito com os antigos radialistas da rádio Nacional, bem como, com o seu fiel público ouvinte.
    Espero, ainda, que, seja totalmente, infundada a possibilidade de um próximo corte, desta vez, no programa "Alo, Dayse", da querida comunicadora e atriz Dayse Lucidi.
    Se isto, vier acontecer, o melhor a fazer, é nunca mais sintonizar a emissora ZYJ-460!
    Atenciosamente,
    Zeca Pinheiro (RJ)

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  2. Zeca parabens pelo seu comentário, e obrigado pela audiencia e pelo carinho.

    Infelizmente a EBC tá fazendo coisas ruins, e o diretor da Rádio Nacional Cristiano Menezes tambem, tirar o Musishow como disse foi atitude covarde da emissora, agora se for com o Alô Daisy com certeza pode esperar que vou colocar aqui tambem se isso acontece

    Grande abraço e continue nos prestigiando

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